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Importar da China exige planejamento rigoroso
Empresas brasileiras aumentam importações buscando eficiência e competitividade, mas erros operacionais podem comprometer resultados financeiros
Por PORTAL MEGAVAREJO
Publicado em 20/04/2026 10:30 • Atualizado 20/04/2026 10:48
Empresas & Negócios
Divulgação

Importar produtos da China tem sido uma alternativa cada vez mais adotada por empresas brasileiras para ampliar margens diante da pressão crescente sobre os custos internos. Dados recentes do Ministério do Desenvolvimento mostram um superávit comercial de US$ 1,4 bilhão na terceira semana de março de 2026, refletindo o dinamismo do comércio exterior nacional.

No entanto, o crescimento das importações também expõe um problema: muitas operações são mal planejadas e acabam corroendo os resultados das empresas. Luis Muller, fundador da Asia Source Brasil, destaca que “muitas empresas entram nesse processo sem domínio técnico da operação”, o que pode gerar prejuízos significativos.

Um dos principais erros está na ausência de viabilidade financeira real. A lógica de comprar barato e vender com margem ignora custos invisíveis como tributos, frete, armazenagem e variação cambial, que podem eliminar a margem projetada. Sem uma visão consolidada desses custos, a operação deixa de ser vantajosa.

A escolha inadequada de fornecedores é outro ponto crítico. Negociações baseadas apenas em preço e confiança superficial, muitas vezes feitas por plataformas digitais, substituem processos rigorosos de validação, aumentando riscos para as empresas.

O planejamento logístico, que deveria ser prioridade desde o início, é frequentemente tratado como etapa final. Modal de transporte, janela de embarque e capacidade portuária influenciam diretamente custo e prazo, e falhas nessa área podem comprometer toda a estratégia comercial.

A estrutura tributária também merece atenção especial. Erros na classificação fiscal e falhas documentais podem gerar custos inesperados e retenções. “Tributo não é só custo, é variável estratégica”, afirma Muller, ressaltando a importância do conhecimento técnico para garantir a viabilidade da operação.

Por fim, a compra por impulso, motivada por oportunidades pontuais sem planejamento, pode resultar em capital parado e margem comprimida. Empresas que adotam essa prática enfrentam dificuldades para escoar estoque e manter a saúde financeira.

A Asia Source Brasil, maior ecossistema de comércio exterior do país, atua justamente para ajudar empresas a estruturar operações de importação eficientes, oferecendo consultoria e gestão especializada. O investimento inicial parte de R$ 49 mil, com prazo de retorno estimado entre 3 e 12 meses.

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