“A autossuficiência está rapidamente se tornando o novo modelo operacional da indústria”, afirmou Gwenaelle Avice Huet, vice-presidente executiva da Schneider Electric. Segundo o Relatório Global de Maturidade em Autonomia, 31,5% dos executivos de energia e químicos consideram a autonomia prioridade crítica nos próximos cinco anos, número que sobe para 44% em dez anos. O estudo revela que adiar a adoção pode elevar custos operacionais, agravar a escassez de talentos e reduzir competitividade.
Analistas destacam que a transformação já está mais avançada do que se previa. “A automação aberta definida por software lidera a próxima fase da inovação em energia”, disse Gaurav Sharma, especialista independente. A pesquisa mostra que 49% dos executivos veem a inteligência artificial como principal aceleradora da autonomia, seguida por cibersegurança e gêmeos digitais. Implementações recentes em empresas como Shell e European Energy ilustram como operações autônomas estão redefinindo a resiliência e a eficiência do setor.