O mercado brasileiro de franquias registrou em 2025 um faturamento histórico superior a R$ 300 bilhões, refletindo um crescimento nominal de 10,5% no setor, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). Cláudio Sallum, sócio da Lumine, administradora de shoppings em todo o país, ressalta que “o shopping center moderno ampliou seu papel de centro de compras para um local de convivência e experiências sociais”. Para ele, o shopping atua hoje como uma infraestrutura de aceleração para as redes de franquias, oferecendo fluxo qualificado, dados e segurança para que o franqueado construa um legado sustentável.
Dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) indicam que as vendas totais do setor atingiram R$ 200,9 bilhões em 2025. Sallum destaca a complementaridade entre os setores: “As franquias em shopping centers são estratégicas para diversificação do mix de operações e consolidação do empreendimento diante dos consumidores. Elas atraem públicos fiéis à marca e qualificam o shopping”. No portfólio da Lumine, as franquias representam mais de 40% das operações nos shoppings sob sua gestão.
Em Goiânia, no Shopping Cerrado, as franquias correspondem a 51% do mix de operações e 23% da Área Bruta Locável (ABL). No Plaza Shopping Itu, em São Paulo, 48% das operações são franquias, ocupando 16% da ABL. Já no Cantareira Norte Shopping, na capital paulista, 41% das lojas são franquias, com 9,2% da ABL, e o empreendimento registrou crescimento de 12,8% em 2025, com expectativa de alta de 15% para 2026.
No Rio Grande do Sul, o Praça Rio Grande Shopping Center tem 31% do mix composto por marcas franqueadas, que ocupam 44% da ABL total. Sallum reforça que “a maturidade do sistema de franquias no Brasil transformou esses operadores em parceiros estratégicos fundamentais para a gestão de shoppings”. Ele acrescenta que a segurança operacional e o suporte de marketing das franqueadoras reduzem o risco de vacância e aumentam o faturamento por metro quadrado.
Com 20 anos de atuação, a Lumine encerrou 2025 com 96% de ocupação média em seus ativos e crescimento nominal de vendas de dois dígitos, superando a inflação e a média do varejo nacional. “Assinamos mais de 200 contratos de locação no ano passado, e a meta para 2026 é superar esse montante, alcançando taxa de ocupação média acima de 97%”, afirma Cláudio Sallum. Ele destaca que o mercado valoriza ativos que oferecem curadoria individualizada, dados, logística integrada e suporte tecnológico.
Além dos desafios enfrentados durante a pandemia e eventos climáticos, Sallum ressalta a importância da agenda ESG para o setor: “Sustentabilidade em 2026 não é apenas um selo, é eficiência operacional que reduz o custo do condomínio e aumenta a rentabilidade do lojista”. A Lumine também atua em fusões e aquisições, tendo concluído em 2025 a venda de participação relevante na região Norte, reforçando o aquecimento do mercado para ativos bem geridos.
Com uma equipe experiente e abordagem full service, a Lumine gerencia atualmente 185 mil metros quadrados de ABL em empreendimentos espalhados por São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia, Rio Grande do Norte e Goiás. “Nossa visão independente e proximidade com as equipes dos shoppings são essenciais para gerir as nuances de um setor tão complexo e dinâmico”, conclui Sallum.
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